11.17.2010

O Segredo de José

José me esqueceu. José me amou, me traiu, me presenteou, brigou, relevou, depois esqueceu tudo o que comigo quase viveu. José é clássico quando incrementa o figurino com seu aro fino no dedo. José é ordinário quando enfia no rabo da outra o dedo com o anel que a esposa beija quando sai para o trabalho. José ama ardentemente a puta com quem mantém um sinistro evolvimento sexual-intelectual e sentimental frágil e fácilmente ameaçado por outra qualquer que eleve seu ego machão e disponibilize eroticidade por meios virtuais. José não é galante, desperdiça feiura, mas come qualquer louca como um lobo enfurecido e com gula.
Por isso, a procura, as casadas brigam por sua cobra nua. José galinheiro dá conta na ausência dos maridos, um dia outro José dará conta na sua ausência como marido. José naturalizado brasileiro, violentado e hipnotizado pela beleza dos relacionamentos descartáveis que rodeiam a juventude acha-se no direito de igualar-se aos mesmos vivendo perigosamente por minutos de prazer com mulheres maduras que enxergam nele únicamente a possíbilidade de foda gratuíta.
José logo será um ancião e recordará de mim como um desastre da natureza que por pouco não fodeu sua vida interia. José é um veado que cruzou meu caminho e hoje é comedor de cu trintão. José me esqueceu e também esqueceu dos seus segredos na tela do meu computador.


Por uma candidata descartada.